Conto De Areia

(Toninho Nascimento e Romildo)

Contam Que Toda Tristeza Que Vem Da Bahia
Nasceu De Uns Olhos Morenos Molhados De Mar
Não Sei Se É Conto De Areia
Ou Se É Fantasia
Que A Luz Da Candeia Alumia Prá Gente Cantar
Um Dia Morena Enfeitada De Rosas E Rendas
Abriu Seu Sorriso De Moça E Pediu Prá Dançar
A Noite Emprestou As Estrelas Bordadas De Prata
E As Aguas De Amaralina Eram Gotas De Luar
Era Um Peito Só
Cheio De Promessa Era Só
Era Um Peito Só
Cheio De Promessa Era Só
Quem Foi Que Mandou O Seu Amor
Se Fazer De Canoeiro
O Vento Que Rola Nas Palmas Arrasta O Veleiro
E Leva Pro Meio Das Aguas De Iemanjá
E O Mestre Valente Vagueia
Olhando Prá Areia Sem Poder Chegar
Adeus Amor
Adeus!
Meu Amor Não Me Espere
Porque Eu Já Vou Embora
Pro Reino Que Esconde Os Tesouros De Minha Senhora
Desfia Colares E Conchas Pra Vida Passar
E Deixa De Olhar Pros Veleiros
Adeus Meu Amor Eu Não Vou Mais Voltar
Foi Beira Mar
Foi Beira Mar, Quem Chamou
Foi Beira Mar Êh!
Foi Beira Mar
É Agua No Mar
É Maré Cheia Ô
Mareia Ô, Mareia
É Água No Mar


Voltar